20/02/2026

Axia, ex-Eletrobras, marca assembleia em 1º de abril para votar migração ao Novo Mercado

Fonte: Folha de S. Paulo
A Axia (ex-Eletrobras) convocou para 1º de abril uma AGE (assembleia geral
extraordinária) de acionistas para votar sobre a proposta da companhia de migrar
para o Novo Mercado, segmento da B3 que reúne as empresas com mais elevada
governança corporativa.
Na proposta para a AGE, a Axia cita vantagens com a migração ao Novo Mercado,
como maior flexibilidade para distribuição de dividendos, maior atratividade de
investimentos e redução da percepção geral de riscos, além de possível redução
do custo de capital. A migração é estudada pela companhia desde 2022 e voltou
a ganhar força no fim do ano passado.
A estrutura acionária da Axia mudou no fim do ano passado, após uma operação
que permitiu a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia
por meio de bonificação de ações. Atualmente, essa estrutura é composta
principalmente por ações ordinárias (ON), representativas de cerca de 69,5% do
capital social total, e ações preferenciais PNA1 e PNB1, que somam menos de
10% do capital total, sem direito a voto mas com vantagens como recebimento
de dividendo pelo menos 10% maior que cada ação ON.
O governo brasileiro ainda é um importante acionista da Axia, mesmo após a
privatização. O chamado "grupo governo", que inclui União, BNDES e outros
bancos públicos, detém cerca de 45,3% das ações ordinárias da elétrica, 13,66%
das preferenciais B e 40% das preferenciais C, além da golden share, segundo
informações do site da empresa. Apesar disso, também está sujeito ao limite de
10% de direito de voto, imposto para qualquer acionista.
As classes de ações PNC e golden share serão mantidas sem alterações em caso
de migração ao Novo Mercado, conforme já autorizado pela B3, afirmou a Axia.
Já para as ações preferenciais PNA1 e PNB1, a proposta da administração da
companhia elétrica prevê que a conversão deverá ocorrer na razão de 1,1 ação
ON para cada 1 ação PNA1 ou PNB1.