Botafogo social vai à Justiça contra decisão que devolveu poderes políticos a Textor na SAF
Por Bárbara Mendonça — Rio de Janeiro
Fonte: Ge Globo
O Botafogo social contra-atacou na Justiça após uma decisão que devolveu os
poderes políticos a John Textor, ex-gestor da SAF. Na última segunda-feira, um
despacho do desembargador Luiz Eduardo Canabarro suspendeu os efeitos de
decisões do Tribunal Arbitral que incidiam sobre o americano. Em petição, a
defesa do Botafogo associativo alegou que, mesmo após a suspensão dos atos,
Textor não poderia ser reconduzido ao cargo - visto que, no processo de
recuperação judicial, Eduardo Iglesias foi apontado como gestor.
Nesta quarta-feira, o Botafogo social pediu ao desembargador esclarecimento
sobre a decisão que poderia recolocar Textor na SAF. Em documento, o qual o ge
teve acesso, há uma linha do tempo dos fatos de todos os processos. Além disso,
alega que a recondução do americano ao poder traria instabilidade administrativa
e poderia afastar o novo investidor.
- Independentemente da correção, ou não, das decisões arbitrais, a discussão
sobre a administração da SAF Botafogo já se encontra superada. Isso porque: (i)
foram proferidas, nos autos da recuperação judicial, decisões posteriores às
arbitrais, que determinaram a nomeação de um gestor judicial e a realização de
uma nova AGE para ratificação da indicação (Doc. 02); e (ii) em cumprimento à
determinação do MM. Juízo recuperacional, realizou-se AGE em 14.05.2026 (Doc.
03), na qual o Sr. Eduardo Iglesias foi indicado como novo administrador da SAF
Botafogo - diz trecho da petição.
A defesa do clube social também afirma que a "crise econômica sem
precedentes" da SAF Botafogo é fruto de decisões e atos de Textor. A petição cita
a transferência de valores milionários "em atendimento a interesses
personalíssimos" do americano, assim como a dívida referente a Thiago Almada
que gerou transfer ban. O Botafogo social é defendido pelos escritórios Gleich
Advogados e Antonelli Advogados.
O argumento da defesa de Textor na Justiça é que o americano nunca foi parte
mencionada no processo do Tribunal Arbitral e, por isso, não poderia ser alvo de
decisões.